Monday, December 26, 2011

PRESENTE COM OLHOS DO PASSADO

Como é bom e, ao mesmo tempo, instigante olhar as coisas de outros ângulos.
Como tudo muda, como tudo se transforma.

Hoje vendo meus sobrinhos crescidos, formados e transformados.... às vezes tenho a sensação de que o tempo não passou, mas quando trago ao presente aquele passado tão inocente,  retomo a ele no mesmo instante e misturo os sentimentos.

Da alegria de tê-los sempre perto, das reuniões das festas e das inúmeras e intermináveis gargalhadas.
Esse fiz um teste e resolvi fotografá-los ( hoje crescidos) nos mesmos lugares em que eles costumavam brincar na casa da Vó Edith.

Eureka!!! A casa diminuiu... a varanda ficou, de repente, tão pequena,  no portão que brincavam de prisão, só cabe 3 pessoas, antes cabiam todos...

Nada de carrinhos, bonecas e bolas... agora i phones, notebooks...
Mas a essência é a mesma, o amor da família agora e sempre foi representado por essa turma barulhenta, alegre, risonha.

Cada um hoje sabe o que quer e o faz da maneira que quer e, sei que querem continuar juntos agora fositerapeutas, médicos, jornalistas, engenheiros, advogados, veterinários, nutricionistas...

Juro que não é saudosismo !!!

Orgulho puro !!! Desejo de contar pra todo mundo que, ao contrário do aperto no peito que o saudosismo traz, sinto uma explosão infinita de alegria em vê-los por aí, crescendo e ascendendo.

Ver as coisas e outros ângulos... Antes estavam lá no canto ou em outras partes da casa, separados com seus brinquedos e hoje alí estão todos JUNTOS, no mesmo lugar, falando as mesmas coisas e, melhor, ensinando-nos.

Que prazer, que presente, que saudade presente !
A casa da Vó Edith é a mesma, igualzinha, mas parece que tudo diminuiu de tamanho. A sala não parece menor? e as plantas? simplesmente viraram anãs...

E sabem qual é a magia disso tudo? 
É que na verdade nada mudou, tudo continua como era antes...

Porque ,
O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho.
E, na casa dessa matriarca mais amada, é proibido matar o amor.

( de um tio orgulhoso que ama compartilhar as mesmas recordações)





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