Monday, January 25, 2016

EDUARDO RIBEIRO - SEM MEDIDA

Às vezes eu te acho certinho demais, pensamento quadradinho, sapatinho e meia.


Mas o que me alivia e é delicioso perceber que é só às vezes, tipo manias que todos temos que ter para manter o equilíbrio exigido.

Inúmeras vezes eu te vejo como uma régua quebrada, daquelas com os números desgastados pelo uso. Aquela régua que é tão nossa que a gente nem precisa de marcação para saber a medida.

Já te vi borracha de apagar, no seu momento de alento, de calmaria controlada. Mas só apaga escritas à lápis.

Já te vi caneta, escrevendo, deixando marcas, apoiadas atrás da orelha, descansando no cangote de quem quiser.

Tantas vezes te vi apontador, lapidando as pontas, quebrando outras, mas sempre auxiliando nas escritas.

Mas sabe qual é a melhor forma de te ver?
Um caderno ! 
Inúmeras folhas em branco prontas para serem preenchidas.
Um caderno daqueles com espirais grandes que para arrancar as páginas tem que fazer esforço, ou não.
Um caderno ! 
Disponível somente para quem vai utilizar para estudo, para belos escritos, para longas cartas e curtos bilhetes de amor.

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